Hexa, eu te quero: o Brasil e a febre da Copa do Mundo
Em junho de 2026, a paixão voltou a virar do avesso a nação. A Copa desta edição é realizada em três países anfitriões pela primeira vez na história: Estados Unidos, Canadá e México. A novidade mais comentada, porém, é outra: a expansão para 48 seleções, divididas em 12 grupos — um formato que promete mais jogos, mais surpresas e mais drama futebolístico.
O Brasil, sorteado no Grupo C ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti, estreou em 13 de junho no MetLife Stadium, em Nova Jersey, diante de mais de 80 mil torcedores enlouquecidos de verde e amarelo. A estreia, porém, não foi o festão esperado. O Marrocos — a seleção que já havia surpreendido o mundo inteiro na Copa de 2022 — abriu o placar logo no primeiro tempo, em uma jogada que pegou a defesa desprevenida. O craque Vinícius Júnior, que carrega nas costas a esperança do hexa, empatou com um golaço de categoria. Mas o Brasil saiu de campo com o empate de 1 a 1 — e um gostinho de "bola fora".
A pressão sobre a Seleção é imensa. O Brasil é pentacampeão — conquistou o troféu em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 — e carrega o peso de quem mais ganhou essa taça na história. O "hexa" virou obsessão nacional. Cada Copa, a torcida traz de volta a esperança; cada eliminação, uma dor coletiva que demora anos para cicatrizar.
Mas o futebol brasileiro tem algo que vai além dos títulos. É o chamado "jogo bonito" — a ginga, a criatividade, o improviso que transforma uma jogada comum em obra de arte. Craques como Pelé, Ronaldo, Ronaldinho e, hoje, Vinícius Jr., não jogam apenas para ganhar: jogam para encantar. Esse estilo de jogar é parte da identidade do país, assim como o samba, a cachaça e o churrasco de domingo.
Em 2026, com Carlo Ancelotti no comando — o primeiro técnico estrangeiro a dirigir a Seleção em uma Copa do Mundo —, o Brasil entrou em campo com uma mistura de expectativa e ansiedade. Os próximos jogos dirão se o empate na estreia foi apenas um tropeço ou o prenúncio de algo mais preocupante. Por enquanto, a torcida segue fiel ao mantra de sempre: "Vai, Brasil! O hexa é nosso."
