Margaret é pintora e mãe de gêmeos de sete anos. Antes de as crianças acordarem, ela já está na rua com o tênis no pé. Corre quarenta minutos pela orla — sem celular, sem demandas, sem barulho. É o único momento do dia em que o silêncio é completamente dela.
Ao voltar para casa, começa o movimento. As crianças tomam café enquanto ela prepara as mochilas. Para tudo correr bem, combinaram uma rotina: cada um tem uma responsabilidade. Rhone, o mais animado, não consegue esperar — já está pronto antes de Marygold terminar o suco. Marygold, mais calma, fica indignada quando alguém toca nas coisas dela sem pedir licença.
Depois de as crianças saírem para a escola, Margaret vai direto ao ateliê. Está trabalhando numa série nova: pinturas sobre movimento e energia. Para o projeto ganhar forma, ela precisa sentir o corpo em ação — por isso corre, por isso pinta. Os dois mundos se alimentam.
À tarde, os três voltam a pé da escola. Sem perceberem, essa caminhada virou o momento favorito de todos — é quando as crianças contam tudo sobre o dia e Margaret ouve, às vezes riscando algo no caderninho que carrega na bolsa.
O infinitivo pessoal é usado quando o sujeito da ação no infinitivo é explícito ou diferente do sujeito da frase principal. Os principais contextos que disparam esse uso são:
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